Disciplina flutuante

Uma vez eu vi esse termo ser usado pra definir atenção. “Atenção flutuante” e me pareceu que a atenção era uma espécie de desenho animado segurando balões e flutuando pelo ar enquanto a pessoa, suposta “dona” dessa atenção, tentava alcançá-la a todo custo. Essa minha definição do construto não poderia estar mais longe de uma definição científica, mas metaforicamente falando... é quase isso mesmo. E é assim que eu me sinto com relação à minha disciplina. Minha disciplina é uma disciplina flutuante. Tem semanas que eu consigo alcançar e prender ela aqui comigo. Mas como ela nunca solta seus balões, a qualquer descuido ela volta a flutuar de novo. Tem semanas que não consigo nem alcançar a danada... e ela fica la voando e eu aqui só observando o belo voo. Tem semanas que eu nem tento alcançar, eu deixo ela lá voando mesmo, porque eu to cansada, porque eu não sou obrigada a nada, porque parece sem sentido viver nessa briga o tempo inteiro. Aí eu me arrependo e volto a correr atrás dela na semana seguinte. Rezam algumas lendas algumas coisas: com o tempo fica mais fácil, uma hora ela começa a flutuar menos, os ganhos que ela traz faz você ter mais forças pra ir buscá-la... É, meus amigos, comigo nenhum desses aconteceu até agora. Quem sabe um dia, certo? Quem sabe o tempo precise ser maior, quem sabe a hora ainda não tenha chegado e quem sabe nesse tal tempo e nessa tal hora eu realmente sinta que sou mais forte do que sou hoje. Por enquanto, essa aqui é uma nota de repúdio à disciplina flutuante escrita com a tinta de toda a minha frustração e meu cansaço. E se, pelo menos, tivesse algum manual de instrução pra saber que o movimento da vida realmente é assim mesmo? Não tem, né? Acho melhorar eu parar esse texto e ir correr atrás da danada, antes que ela saia flutuando pra mais longe e eu tenha que correr mais ainda. 


“Volta aqui, disciplina flutuante, criatura  bença de pai amado Jesus Cristo, retorne, fia! Eu preciso vencer na vida e sem tu, num dá”. 

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