Eu me sinto só.
É mais um sentimento do que uma realidade. Parece uma ideia tão sólida dentro de mim, que nenhuma quantidade de reestruturação cognitiva conseguirá fazer com que ela perca as forças. Mesmo que a vida fosse uma guerra épica e eu fosse o líder, acho que mesmo com todo um exército eu ainda me sentiria só. E o prato de solidão é um que eu como com todos os temperos aos quais ele dá direito: incompreendida, dramática, defeituosa - e mais alguns temperos apetitosos que o prato de solidão me traz. Eu tenho me sentido tão confusa que nem esse texto eu sei mais se faz sentido e ele não tem nem sequer dez meras linhas. Qualquer coisa acima de duas linhas me parece caótica e sem sentido. Eu tenho vivido uma grande montanha russa mesmo. Eu tenho quase certeza que eu deveria pedir socorro, mas o corpo de bombeiros viria e eu não iria saber o que dizer a eles. E eu consigo ver a cena se formando diante dos meus olhos, eu pediria desculpas por ter ligado e pela imensa inconveniência. E talvez eu liga...